Professora comenta reportagem sobre indios e quilombolas

Escrito por valdirmjr em 18 May , 2010 COmente
Felizmente, ainda temos pessoas de bom-senso, que tem poder de voz que fala pelo povo. Fiquei aliviada quando li o pronunciamento do vereador Matias na Câmara Municipal de Santarém referindo-se à reportagem da revista VEJA. Mas todo brasileiro, que tem conhecimento da história da nossa Mãe Pátria, sabe que há interesses inescrupulosos por trás dessas “ONGs”, que mais atrapalham e só existem em “benefício de si próprias, de seus organizadores”, com exceção de algumas que tem projetos sérios e os realizam com dignidade. E o que é mais triste é quando essa história envereda pelo caminho da educação, apoiada por governantes que pensam que estão inovando e “oferecem programas e recursos” para instalação da fanfarra organizada e orquestratada por seus adeptos que pensam que estão descobrindo, agora, as diferenças sociais, pretendendo “corrigi-las equivocadamente. Se os Governantes brasileiros estivessem de fato interessados em construir um país de primeiro mundo, estariam investindo, colocando em prática as Leis de Ensino que já existem e buscando através de uma educação, de um ensino-aprendizagem de qualidades e sérios, a pelo menos igualar essas diferenças sociais existentes neste país de fronteiras continentais. Basta querer e ter vontade política de fazer, de realizar, de sair das mesmices de todos os governos que já passaram por este país (não falo da política partidária, mas das políticas públicas que já existem e não saem do papel…)

Agora mesmo no Pará, em Santarém, fizeram reconhecimento de comunidades quilombolas e indígenas para oferecer ensino médio modular, apoiado em uma “metodologia diferenciada” para fazer disto um engodo chamado “educação do campo”. É uma vergonha ver os nossos afro-descendentes e remanescentes indígenas, que sei que ainda existem, serem manipulados por pessoas que prometem inclusão social e quando na verdade estão formando “guetos educacionais” com a promessa de que terão direitos à vagas no Ensino Superior sem concorrência com os ditos”brancos”. Mas no Brasil de verdade quem é branco? O que sei pela nossa história, que ao longo dos cem primeiros anos do achamento do Brasil proliferou a miscigenação da qual eu tenho orgulho de fazer parte, e vai continuar para sempre, pois dificilmente seremos uma raça pura. Nossa genética não permitirá… Ainda tenho esperança que essa visão separatista da descendência brasileira não prolifere, mas que seja igualitária para o bem comum de toda nação brasileira. Aí sim não veremos mais “brancos, ditos indígenas” de hoje, associando aos seus nomes, o nome de uma gloriosa tribo indígena de verdade, que hoje está extinta, não pela sua vontade e nem pela ação do tempo, mas pelo genocídio tribos inteiras à que foram submetidas pela ação do “branco-colonizador”, que era mais forte e banhou nossas terras com o sangue desse nossos primeiros habitantes e que nossa sagrada HISTÓRIA DO BRASIL não registrou.
Professora Ocy Martins (Licenciada em Letras com habilitação em Língua Inglesa pela UFPA)

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