Para Marina, tanto Dilma como Serra já começaram a perceber isso. “A ministra Dilma disse em Minas sobre a importância da educação e o governador Serra falou sobre a questão ambiental. (…) Acho que agora é se unir em torno do Brasil. Nós fazemos assim: eu apoio o Tião [Viana, pré-candidato do PT no Acre], ele apoia a Dilma e a sociedade acreana me apoia”, disse.
Marina participou do lançamento da pré-candidatura do ex-deputado federal Fábio Feldman ao governo do estado de São Paulo e de Ricardo Young, ex-presidente do Instituto Ethos, ao Senado. Durante o evento, Marina Silva destacou também que terá palanque com candidatos do partido em 10 estados. Ela afirmou não ver problema em não ter palanque em seu estado natal, o Acre, onde seu aliado e senador Tião Viana é pré-candidato pelo PT.
“Lá nós vamos apoiar Tião Viana para o governo do estado. Nós fazemos assim: eu apoio o Tião, ele apoia a Dilma e a sociedade acreana me apoia”, disse.
O empresário Guilherme Leal, dono da Natura, cotado para ser vice de Marina, estava ao lado da pré-candidata, mas disse que ainda não decidiu se vai aceitar concorrer ao cargo. “Esta é uma decisão complexa e que tem entusiasmado bastante. Mas há questões de foro íntimo que me levam a fazer uma reflexão”, disse, ao completar que o posicionamento será tomado até junho, prazo para a definição das candidaturas.
Crescimento
O coordenador da campanha de Marina, Alexandre Sirkis, afirmou que a estratégia será focar em três públicos alvos: a classe média politizada, a juventude entre 16 e 24 anos e mulheres pobres. “Cada um precisa ser trabalhado. Esse último especificamente é o público mais fiel. Depois que se decide não volta atrás”, destacou.
Para Sirkis, a candidatura de Marina tem um grande potencial de crescimento. “As pesquisas mostram que cerca de 40% da população não sabe quem é a Marina. Mesmo assim, ela tem entre 8% e 10% de intenção de voto”.



