A explosão do número de ONGs – ou entidades do chamado Terceiro Setor – é um fenômeno mundial que vem se acentuando de forma mais visível a partir da década de 1990. As causas para esse fenômeno são várias e de diferentes naturezas, porém estão intimamente ligadas à crescente deterioração de instituições do Estado nacional cujas responsabilidades e atribuições típicas vêm sendo paulatinamente ‘terceirizadas’, seja por indução, comodismo ou injunções internas e externas. As ONGs vêm preenchendo exatamente esse vácuo deixado pelo Estado.
O Brasil foi um dos países onde esse fenômeno se revelou dos mais agudos. Segundo pesquisa publicada esta semana pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), as cerca de 338 mil ONGs existentes no país em 2005 movimentaram 5% do PIB nacional.
As instituições que prestam serviços de saúde, educação e pesquisa e de assistência social perderam, gradativamente, peso no conjunto, enquanto o segmento que mais se expandiu foi o das ONGs ambientalistas: 61% no período 2002-2005, quase três vezes mais. Porém, o mais preocupante não é essa expansão em si, mas sim a dependência financeira que a maioria dessas ONGs ambientalistas possuem em relação aos ‘ecodólares’, de forma direta ou indireta. Junto com os ecodólares vem a agenda que, pouco a pouco, vai moldando a opinião pública brasileira de acordo com interesses exógenos.
Lamentavelmente, o sistema legislativo brasileiro é pródigo em criar leis e normas a partir de uma ordenação eminentemente ambientalista – e não socioeconômica com cuidados ambientais, como deveria ser -, mas leniente quanto ao volume, origem e destinação da enxurrada de ecodólares que ingressam anualmente no País, às vezes até via contas CC-5. ”
Esses dados foram colhidos e reiterados pelo IBGE da Fundações Privadas e Associações sem Fins Lucrativos (Fasfil)de 2002 a 2005. Ou seja, não temos a mínima noção do que está acontecendo hoje. O mais chocante ao meu ver foi a questão do direcionamento das ONGS vinculadas a ajuda estrangeira. Como o mundo está voltado para o problema do aquecimento global e suas consequências, qualquer ONG que chegue tentando uma “solução” ou estratégias na área, acaba ganhando vitrine.
E outra, 42% dessas ONGS estão no Sudeste, 23 no Nordeste, 22 no Sul, 6,4% no Centro-Oeste e 4,8% no Norte do país. Agora pergunto: “- E as ONGS sociais que visam a saúde, pesquisa e assistência social, mola motriz da igualdade, fraternidade e socialização entre os povos?” – Ah…essas não dão IBOPE!
“- Onde estão as ONGS onde a infraestrutura é quase nula?Será que a dificuldade e, a falta de visibilidade (mídia), impede-nas de serem mais eficientes em locais onde só ouvimos falar de ONGS estrangeiras atuando?” “- E a CPI das ONGS de 2008? Deu em “pizza” ?Com certeza os 41 deputados direta ou indiretamente envolvidos, inclusive as pseudo-fundações, como a do nosso eterno imortal Sarney, continuam agradecendo…”
Tem gente bacana trabalhando pra caramba para ajudar o menos favorecidos, em instituições sérias, sem ajuda de nenhum orgão público, vivendo somente da caridade pública e voluntários. Ao contrário, vemos tantas outras,expostas por um nome “influente”, manifestando o seu altruísmo pura e simplesmente para desviar verbas ou ter acesso aos canais do poder.
O sistema está muito injusto e quem continua perdendo é o Brasil. A falta de controle e fiscalização,torna flagrante os abusos de poder. Moralizar ou desmoralizar? Ùltimamente só se tem conseguido a primeira, enfatizando a segunda, o que em princípios é sórdido demais.Temos gente competente que está emparedada num sistema que não permite “ultrajes” como a moralização,e somente com a conscientização e ensino aos menos favorecidos, da boa e verdadeira informação, a disposição de todos, mas que somente poucos tem a curiosidade de buscar,poderemos acabar com essa farra de valores deturpados.
Postado por Katia Ennes em 18/11/09 na rede social de filiados do Pv.




