O poster abraça neste dia todas as mães.
Abraça-as com a força e o calor da ternura de quem não tem mais sua mãe por perto.
Não a tem apenas na presença física, seja bem dito.
Porque até saudade de mãe é bom.
Inclusive quando a saudade é eterna.
Essa saudade é boa porque, afinal, só quem é bom e que deixa saudades.
E quando se trata de mãe, então, a saudade não tem tamanho.
É uma saudade do tamanho do amor de mãe.
Ou até maior do que isso.
Bendita saudade.
Bendita mãe.
Presentes ou ausentes, benditas mães.
Benditas as que estão.
Benditas as que já se foram.
Benditas mães.
Retirado do blog espaço aberto
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
Por que Deus permite que as mães vão se embora?
Mãe não tem limite, é tempo sem hora,
luz que não se apaga quando sopra o vento
e chuva desaba, veludo escondido
na pele enrugada, água pura, ar puro, puro pensamento.
Morrer acontece com o que é breve e passa sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça, é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca, mãe ficará sempre
junto de seu filho e ele, velho embora, será pequenino
feito grão de milho.








