Quando olhamos o igarapé do Urumari, lembramos como era em outros tempos, aquele volume dágua encaixado entre as margens, se movimentando em forma de correnteza, onde se utilizava para o lazer nos finais de semana.
Hoje muitas entidades se manifestam em defesa do igarapé, mas tanto tempo se passou e ninguém se deu conta da exploração natural que o homem só pensava em locupletar e enriquecer da beleza que representava, nunca pensaram que de onde se tira, um dia se acaba. E esse dia está próximo para este manancial.
Inevitavelmente instalam-se as margens urbanas as pequenas atividades prestadoras de serviços e indústrias de aproveitamento de madeiras, sem permissão do poder Público Municipal para prestar estes serviços, a situação é grave, estes estabelecimentos e pequenas ocupações desordenadas na periferia se utilizam da água como matéria-prima e acabam drenando os resíduos químicos e sólidos, matando por asfixia a vida de um eco sistema que não grita, não sente dor, não tem assento permanente nas universidades, nos parlamentos e nem voz ativa na sociedade.
Vilberto Sá – Economista; filiado PV e morador a 25 anos do bairro do Urumari.








